Mar
09
No espaço de pouco mais de uma semana tive o privilégio de assistir a dois concertos fantásticos no Pavilhão Atlântico. Ambas as bandas em questão são para mim muito especiais e marcaram-me indelevelmente, cada uma à sua maneira e em fases diferentes do meu crescimento como pessoa. O som característico das suas músicas e a evocação de sentimentos que me provocam transportam-me para um outro mundo completamente irreal e indecifrável.
Musicalmente falando, os The Cure remetem-me para a infância (cortesia da minha irmã) e os Korn para a adolescência, perfazendo até aos dias de hoje a banda sonora da minha vida. Revejo leves traços da minha personalidade projectados nas vozes e nas profundezas tanto de Robert Smith como de Jonathan Davis, que de alguma forma contribuíram com a sua arte para moldar-me na forma de lidar com certas emoções. Para meu contentamento, pude comprovar ao vivo e a cores que estão melhores do que nunca, o que me deixa reconfortado por uma simples razão: De cada vez que os vejo, ouço e sinto, celebro a minha própria existência.
Obrigado, The Cure. Obrigado, Korn. Por jamais me deixarem envelhecer.
March 16th, 2008 at 3:21 pm
E o que dizer a não ser…
“Punk’s not dead!”
És o maior!
Beijinhos.